8.7.17

Das rosas








das rosas sofridas
que dizem sobreviver
a qualquer abismo
não sei dos espinhos

porque do solo onde se afundam

ingrimes e definitivas
avisto apenas os vazios que lhes
crescem a volta das suas cicatrizes

e qual ismos atados a corcéis em desatino

não chegam a refletir
escapam -me ante a superfície onde me
reconheço e por isso
nem sei se realmente existem



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