16.4.17

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(reescrito)


no arpoar das excessivas viagens
é quando mais regresso 
aos meus olhos de céu
para que me multipliquem
os passos

sempre imigrante
absorta em esmeralda líquida 
num desacerto de mar 
onde crepitam
fogo    terra   ar
chego a porta

mas nem sempre tenho nas mãos
um bom bordão ou a 
contrapartida de um oásis
para atravessá -la


Sofia


3 comentários:

manuela barroso disse...

Viajei também por entre os compassos da tua música poética, migrei nas tuas palavras e atravessei um oásis!
Belo, Sofia!
Beijinho ***

© Piedade Araújo Sol disse...


e se os passos nos levam
vamos
ao seu sabor
mesmo que a caminha nem sempre nos leve a porto seguro
e se te faltar o bordão
vai
mas vai mesmo até com medo

;)

Jaime Portela disse...

As portas são para entrar (e sair).
Se não o fizermos, ficaremos para sempre na dúvida acerca do que encontraríamos.
Excelente poema, gostei muito.
Bom fim de semana, Sofia.
Beijo.