4.12.16

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é sempre breve
o tempo de colher
eternidades

longínquo é o instante
de se ajustar
aos ponteiros voláteis
desse mosaico
de ilusões

dos teus lábios
[chama de inenarráveis
intenções]
acolho o que me acolhe
na contramão dos afetos
e sobretudo
a negritude desse chão
onde agora
estendo um alfarrábio
de timbres e estrelas
para que nele adivinhe
a luz percorrendo -me os horizontes
pontuando o tempo
com inabalável exatidão


3 comentários:

Mar Arável disse...

Eternos os belos instantes

© Piedade Araújo Sol disse...

Sofia

que belo momento de poesia.

afectos, ternuras e sentires, tudo aqui está.

parabéns!

beijinho

:)

invers0s disse...

Cara Sofia,

Este seu poema foi lido no InVersos.
Poderá encontrar a gravação em https://invers0s.wordpress.com/2017/01/27/inversos-sofia-e-sempre-breve/

Com Consideração,
Rui Diniz
InVersos

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