7.6.16

A pulso























Toma o pulso aos objectos que gravitam no coração da treva. Ausculta-lhes os sinais vitais.
Também eles sussurram às paredes os seus desvarios.
Também eles projectam as suas sombras ao entardecer. 
Decifra o mistério do sangue no poente. 
Descodifica-lhe as coordenadas que conduzem à sua irradiação.
Tudo se constrói pelos veios da luz. Pelos êmbolos da claridade.
Não é o teu corpo um ponteiro escuro e frio à espera de corda para se erguer na haste do dia?




Texto de V. Solteiro


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se acaso for de amar o sorriso que te veste   me chame de mãos dadas pouco a pouco na alegre  ventura de olhar para...